segunda-feira, 17 de junho de 2013

Situação de Aprendizagem 3 - Márcia Yung

Texto: O avestruz    Autor: Mário  Prata

A. Antes da leitura
Já viram uma avestruz? Onde? Sabe algo a seu respeito?
-O que será que vamos encontrar neste texto?
-Permitir aos alunos falarem sobre suas expectativa.

B. Durante a leitura
-Feita primeiramente pelo professor(fazendo pausas para algum questionamento pertinente ao tema).
-Fazer inferências sobre palavras desconhecidas, é possível descobrir pelo contexto?
-O texto é uma crônica? Se lembram do que?
-A posição do narrador( é 1ª ou 3ª pessoa ?)
-Em que espaço as ações ocorrem(explorar todos os espaços  possíveis)
-O autor dá um enfoque mais sério ou cômico ao texto
-Após esse momento fazer uma leitura compartilhada.

C.Após a leitura
-Avaliação
-O texto atendeu às expectativas prévias?
-Houve compreensão  do enredo da  crônica?
-Se houver dúvidas, reler as partes que não  foi entendida e solucioná-las.
-Sugestão de atividades
-Produção escrita - Os alunos irão formar grupos e produzir textos que serão sorteados entre os gêneros crônica, relato, notícia e poema. A produção deve ser coletiva e será exposta pelos grupos aos demais colegas em roda de leitura.



D. Intertextualidade

1. Notícia

30/05/2013 10h06 - Atualizado em 30/05/2013 10h58

Avestruz invade avenida e assusta motoristas na China


Animal foi atropelado duas vezes e escapou ileso; ele foi acolhido por zoológico e autoridades ainda desconhecem sua procedência.

Da BBC

Avestruz invade avenida e assusta motoristas na China (Foto: BBC)

Um avestruz invadiu as ruas da cidade chinesa de Zhangzhou, no sudeste do país, em pleno horário de rush.

Imagens da TV estatal mostram o animal sendo atropelado mais de uma vez em uma das avenidas mais movimentadas da cidade. Assista ao vídeo.

O avestruz, que escapou ileso, percorreu seis quilômetros até ser capturado e foi levado para um zoológico.

Até agora as autoridades não sabem de onde veio o animal.


2 . POESIA DO AVESTRUZ

Confesso!
Eu só queria um lugar onde enterrar a minha cabeça
E pedir que alguém me esqueça lá
Por alguns momentos chamados sempre...
Queria o direito de sentir a minha dor isoladamente
E depois que ela estiver pronta, se torne semente de saudade
Queria deixar minhas lágrimas rolarem
Sem que ninguém visse e tentasse me reconfortar
Que nesse choro de tristeza a dor da perda fosse se esvaindo
Até virar um canto de passarinho no amanhecer
Dentro de uma densa floresta,
Incontido, sem amarras ou prisões...
Não importa o que digam, mas hoje...Confesso!
Hoje eu só queria um lugar onde enterrar a minha cabeça
Talvez na fronha alva do meu travesseiro
E chorar o pesadelo de vê-lo partir deixando-nos sem sua alegria...

Irene Cristina dos Santos Costa - Nina Costa, 08/11/2011

*** Este foi em função da dor que sinto pela partida de meu irmão mais velho (Sebastião) que neste dia 06/11/2011 foi para os braços de DEUS... Sei que ele está bem (descansa aos pés do ALTÍSSIMO), quem sofre a saudade sou eu...

Nina Costa

3. Música: X-tudo  e o avestruz(Hélio Ziskind)

Hélio Ziskind
Composição: Hélio Ziskind

papagaio, beija-flor, galinha, urubu,
são aves
Na África
vive
a maior ave do mundo.
é grande dá pra montar;
com um chute pode matar;
quando corre, chega a 70 Km por hora;

é capaz de comer
pedra, arame, galho, grama,
relógio, anel,
bola de gude
COME TUDO!
X - Tudo
é pernudo, pescoçudo,
tem pena macia
põe um ovo enorme
que parece melancia

É ave
mas não voa
Quem sabe o nome dela?

Nunca fala nada
come X-tudo.
A-ves-truz
é mu-do.


Situação de Aprendizagem 2 - Maria Leila

SA- CONTO “PAUSA”- MOACYR SCLIAR
Profª Maria Leila de Lima
1-      Antes da leitura do conto.
  • Sabendo-se que o texto é um conto, o que esperar desse gênero? O que é próprio de um conto?
  • O título do conto é “Pausa”- o que esperar de uma história com esse título?
  • Em que outras situações empregamos a palavra “pausa”?
  • Ao apresentar o autor: Moacyr Scriar- pode-se falar de seu livro Max e os Felinos, inspiração para o autor do filme “As Aventuras de Pi”
Vamos fazer a leitura do texto parando em alguns pontos para nos certificarmos de que estamos entendendo. Neste primeiro momento a leitura será realizada pelo professor que vai parando e questionando a classe em determinados momentos do conto. O recurso utilizado pode ser o retroprojetor ou o datashow- de modo que permita as paradas necessárias para se fazer as perguntas.
Início da leitura do conto até:  “... volto de noite.”
  • Até aqui, como percebemos a relação de Samuel com a esposa?
  • Era domingo e Samuel disse à esposa que iria trabalhar. Vocês acham que ele vai, realmente, trabalhar?
  • Ele prepara sanduíches para levar. Onde vocês acham que ele vai passar o dia?
Prosseguindo a leitura até “... Deteve-se ao chegar a um hotel pequeno e sujo.”
  • Como se sentia Samuel após sair de casa?
  • Que lugar será esse em que ele chega?
Prosseguindo a leitura “ Olhou para os lados e entrou furtivamente.”
  • Como é entrar furtivamente?
Prosseguindo a leitura até “Samuel entrou no quarto e fechou a porta à chave.”
  • Era a primeira vez que Samuel vinha nesse lugar?
  • Por que vocês acham que o recepcionista o chamou de seu Raul?
  • Que lugar era esse?
  • Ao se dirigir ao seu quarto, Samuel encontra duas mulheres. Como elas se vestem?
  • Como elas se comportam?
  • Quem são elas?
Prosseguindo a leitura até “Vestiu-se rapidamente e saiu.”
  • Como era o quarto que Samuel entrou?
  • O que ele fez durante o tempo em que permaneceu nesse local?
  • O que acontece no sonho de Samuel?
  • O que pode significar esse sonho?
Prosseguindo a leitura “Sentado numa poltrona, o gerente lia uma revista. _Já vai seu Isidoro? _ Já _ disse Samuel, entregando a chave.”
  • Na entrada, Samuel foi chamado de Raul, na saída, de Isidoro. Por que ele atende naturalmente mesmo que chamado por outros nomes?
Prosseguindo a leitura até “... Samuel saiu.”
  • O gerente se despede dizendo “ Até domingo que vem, seu Isidoro” Como Samuel reage a essa fala do gerente?
  • Por que vocês acham que Samuel vinha para esse lugar todo domingo?
Prosseguir a leitura até o final do conto.
  • Vocês acham que Samuel está traindo sua mulher?
  • Por que o título “Pausa” A que pausa se refere o título?
  • Nossa expectativa de leitura se realizou? Aconteceu aquilo que esperávamos?
Após esse primeiro contato com o texto, pode-se distribuir uma cópia do mesmo para que os alunos façam  um estudo do conto  em seu aspecto estrutural:
1-      Personagens
2-      Enredo
3-      Espaço
4-      Tempo
5-      Narrador
6-      Aspectos estilísticos
Intertextualidade e interdiscursividade- Pode-se apresentar a música “Silêncio das Estrelas” de Lenine e explorar a intertextualidade temática e, por ser uma música, também dá para explorar a interdiscursividade.
O Filme “Comer, rezar e amar”
Além do livro de mesmo nome no qual o filme foi baseado. Também dá para explorar a intertextualidade neste caso em que uma história é transformada em filme.
Roda de conversa com o tema “ A insatisfação diante da vida e das escolhas que fazemos”
Produção escrita:
Escrita de uma página autobiográfica na qual cada aluno pode falar de si mesmo:
Satisfações ou insatisfações diante das suas escolhas, da sua vida.

Situação de aprendizagem 1 Maria do Carmo



 Texto: O Avestruz

  • Levantamento do conhecimento prévio sobre o assunto.
  • Disponibilizar várias imagens de avestruzes .
  • Questionar:Que animal é esse?
                        Onde ele vive?
                        O que ele come?
                        O que o título sugere?
  • Perguntar aos alunos o que eles acham que será tratado no texto/crônica.

Durante a leitura
  • Leitura colaborativa ou compartilhada.
  • Realizar inferências sobre o vocabulário e expressões: TPM, Floripa, Higienópolis, struthio etc.
  • Que tipo de texto é esse? Um artigo científico ou uma narração?
  • Que gênero pertence?
  • Informar quais os gêneros podem ser encontrados dentro da tipologia narrativa.
  • Enfatizar que esse texto “Avestruz” é uma crônica, atentando para as características do mesmo.

Ao final da leitura
Questioná-los sobre o entendimento do texto e o porquê do menino ter mudado de ideia.
Os argumentos foram convincentes e resolveram o problema?

Produção escrita coletiva
Propor uma escrita coletiva, sendo a professora escriba na lousa e os alunos coautores do texto ou produção de uma história em quadrinhos.
Para finalizar exibir o filme “Os pinguins do papai”, que fala sobre um presente inusitado.

domingo, 9 de junho de 2013

DOCE ILUSÃO
É no silêncio da noite
que ouço tua voz
chamar pelo meu nome!

É na escuridão da noite
que o brilho dos teus olhos
ofuscam os meus!

Posso sentir o calor do teu
corpo junto ao meu...
Mas de repente acordo...

É tudo delírio do meu pobre
coração,dilacerado pela dor
da separação!!!
                             

                              (Anelina)

quarta-feira, 5 de junho de 2013

É NOITE DE NATAL



  É noite de natal!Lá fora, o céu estrelado, anuncia que, em breve, o bom velhinho vai chegar com os presentes!
   As crianças já estão impacientes, em volta da árvore, à espera do momento mágico da noite:a chegada de papai noel!Já os adultos,estes, estão ansiosos pelo momento em que devorarão a ceia.
   Eu vejo tudo de longe, como se nada disso fizesse parte do meu mundo...Então, procuro por meus pais e não os vejo...meus tios,meus avós,meus primos,meus irmãos...Onde estão????Será que errei de casa???
   Continuo aguardando por um longo tempo,mas ninguém aparece para me dizer que está tudo bem,que,logo eles vão chegar.Enquanto espero, volto no tempo: dos natais na fazenda, dos primos, tios, avós,da mesa farta!Posso ver, claramente, a alegria da minha mãe correndo para preparar tudo para que todos se sentissem felizes na noite de natal!
   Isso, sim, era NATAL!!!!!O meu coração se recusa a acreditar que o tempo passou e não sou mais criança...MÃE, PAI, FAMÍLIA...Onde está todo mundo????Por que papai noel não chega???Quero o meu NATAL de volta!
                                                    (Anelina)

terça-feira, 4 de junho de 2013

Leio o que me cai nas mãos

Assim como Danuza Leão, eu leio o que me cai nas mãos. Tenho um prazer imenso  em ler o jornal,  principalmente a página cultural. Nem sempre consigo lê-lo da forma que gosto, sem pressa e fazendo anotações de possíveis leituras futuras: um livro, um filme para assistir, uma crônica que remete a outro texto, outro livro,  enfim... Revistas também são minha paixão a começar pela revista da Coop Supermercados que sempre traz uma crônica e outras matérias interessantes. Compro revistas e livros muito mais que sapatos e roupas e quando vou à livraria ou a sebos passo horas lendo títulos, contra-capas, páginas de orelha e volto pra casa com pacotes e sacolas. Outra mania é comprar livros no metrô em São Paulo naquelas máquinas que pagamos quanto achamos que o livro vale. Fiz ótimas aquisições. Também faço coleções de livros, de filmes, de CDs, mas juro que eu sou normal. Gosto muito  de declamar. Tenho muita facilidade de memorizar poemas. Sempre declamo em classe para meus alunos e os incentivo a declamar também.   Participo de atividades na Biblioteca Comunitária do meu bairro onde temos um Sarau por mês. Lá me delicio ouvindo e declamando poemas. Já tenho alunos participantes o que me deixa muito feliz. Quanto a escrever, é uma de minhas paixões. Já participei de concursos de crônicas, de contos e de poesia e, ultimamente tenho escrito em meu blog http://compartilharsaberes.blogspot.com.br/ mas não consigo alimentá-lo como gostaria. Ouvir a entrevista da Clair Feliz Regina alimentou  uma esperança que já está em mim desde que conheci Cora Coralina. Quem sabe escrever ainda será para mim?
Maria Leila de Lima

Como comecei a ler

Minhas experiências com leitura, começaram assim que fui alfabetizada. Lembro que meu sonho era ir á escola, e quando entrei na primeira série, me encantei ainda mais com a escola, com os amigos, com a professora, com as histórias que ouvia. Não tive dificuldades para aprender e comecei a ler logo. Em casa meu pai havia adquirido muitos livros: enciclopédias, coleções sobre determinados assuntos e uma coleção de três livros que continham os clássicos da literatura infantil. Cada livro possuía uma coletânea de contos. Eu comecei a pegar aqueles livros para ler. Eles não tinham figuras e eu me lembro que imaginava tudo o que lia. Depois comecei a ler uma coleção de livros sobre o mar, e conheci os mais diferentes animais marinhos e as mais belas embarcações. Me tornei frequentadora assídua da biblioteca da escola. Retirava livros toda semana e alguns me marcavam muito e eu os lia novamente várias vezes alternando com outros títulos. Ainda nessa época comecei a me interessar pelos autores. Lia a biografia e me imaginava conversando com eles sobre determinados assuntos dos livros ou não. Desde as primeiras leituras, me lembro de não querer parar de ler. Minha mãe me pedia para dormir, mas eu queria ler. Então esperava que ela dormisse e acendia a luz do quarto novamente para ler até dormir com o livro sobre o rosto. Sempre gostei do objeto livro. Prefiro ler um livro impresso a ler um livro virtual, porque o impresso tem sua magia, seu cheiro e nele posso tocar, e ser tocada por ele. Quando estudava sempre comprava livros em livrarias ou sebos. Gosto  muito de poesia, e leio sobre diversos temas. Mas posso afirmar que sou fã de Clarisse Lispector, Monteiro Lobato e Vinícius de Moraes. Como Contardo Calligaris, acredito que a leitura me dá a liberdade de viver as várias vidas possíveis e impossíveis, me fazendo aprender a sonhar e compreender o meu contexto. Me torna mais humana; me permite através de um ritual antropofágico, me apropriar da alma do escritor. Posso dizer como Rubem Alves que “sou o que sou pelos escritores que devorei”.
Márcia Yung dos Passos